O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, defendeu esta segunda-feira que a União Europeia deve reforçar os mecanismos de devolução de imigrantes em situação irregular, sublinhando que a imigração regulada deve ser a via de entrada no espaço europeu, “transformando-se num fator de competitividade económica”.
As declarações foram feitas durante a cimeira MED9, realizada em Liubliana, na Eslovénia, que reuniu líderes dos países do sul da Europa para debater temas como migração, emprego e transição energética.
“Os que entram ilegalmente na Europa devem ser devolvidos aos seus países de origem, num esforço conjunto de combate às máfias e redes de tráfico de seres humanos”, afirmou Montenegro, acrescentando que “a imigração regular é essencial para o crescimento económico e a coesão social da União Europeia, mas deve obedecer a regras claras”.
O chefe do Governo português destacou ainda que a Europa precisa de “atrair talento e mão-de-obra qualificada”, ao mesmo tempo que combate os fluxos migratórios irregulares que “colocam vidas em risco e pressionam os sistemas de acolhimento”.
A posição de Montenegro surge num momento em que Portugal enfrenta desafios no processo de legalização de milhares de imigrantes, muitos deles à espera de regularização junto da AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo).
Especialistas alertam que a abordagem proposta pelo primeiro-ministro poderá exigir maior cooperação diplomática com países de origem e reforço dos mecanismos de readmissão, ao mesmo tempo que organizações de direitos humanos pedem garantias de proteção e processos justos para todos os migrantes.
A cimeira MED9, que junta Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, Malta, Croácia, Eslovénia e Chipre, termina hoje com a emissão de uma declaração conjunta sobre migração e política energética.




